Lendas - Couto de Esteves |
|
|
|
Lenda da Pedra Moura No tempo em que os mouros dominavam esta região, uma moura grande e arrogante, enquanto dava os seus passeios, levava o filho ao colo e uma roca para fiar. Certo dia, sentou-se na borda do caminho para amamentar o filho e apareceram-lhe inimigos em grande número. Para se salvar, transformou-se numa pedra moura. Ainda hoje os habitantes do Coval e da Cerqueira, em certas noites de lua cheia, ouvem os gemidos da moura.
Lenda do Preto da Casa da Fonte Conta a lenda que há muitos anos viveu na Casa da Fonte, no Couto de Baixo, um preto que era empregado. A única coisa que o assustava era o vento. Quando estava vento, o patrão podia mandá-lo trabalhar que ele não ia. No quintal havia uma figueira que era baixa, e por essa razão apareciam os figos comidos. A dada altura, o patrão mandou o preto guardar a figueira de noite. Nessa noite, ele viu que quem comia os figos era um lobo. Mais tarde, apareceu em casa com o lobo preso pela língua. Tempos mais tarde, as pessoas da Casa da Fonte foram trabalhar para uns terrenos perto do poço do Pego Negro, que fica junto ao rio Lordelo. Enquanto trabalhavam, caiu uma alavanca ao poço e ninguém a quis ir buscar pois o poço era fundo e tinha má fama. O preto disse que a ia buscar. Feito isto, prendeu uma corda à cinta e desceu, dizendo aos outros trabalhadores para ficarem a segurar na ponta da corda e que quando encontrasse a alavanca dava um esticão na corda para eles o puxarem para cima. Quando ele deu o esticão as pessoas não estavam prevenidas e deixaram a corda ir ao fundo. Entretanto chegou a noite e os trabalhadores foram para casa deixando lá o pobre coitado no fundo do poço. Com a noite veio o luar e o preto ao ver a luz da lua reflectida no fundo do poço conseguiu subir. De manhã, os trabalhadores regressaram ao poço com o objectivo de verem o preto, mas para grande surpresa, ele já vinha a chegar ao lugar com uma grade de ouro às costas e a alavanca na mão. Ao vê-lo, perguntaram-lhe o que era aquilo e ele apenas respondeu: «Esta já cá está com Deus» - e ao pronunciar estas palavras, o preto e a grade de ouro recuaram novamente para o fundo do poço. Segundo a lenda, a grade de ouro ainda faz no fundo do poço, grade essa que foi lançada pelos Mouros (que não eram Cristãos). Por esta razão é que o preto e a grade de ouro foram novamente para o fundo do poço quando este pronunciou a palavra «Deus».
Fonte: www.lance.pt |
Lenda das Mouras
Segundo os antigos, os Mouros fixaram-se no Cabeço das Mouras e aí tinham uma entrada subterrânea que ia do Castêlo até ao Rio Vouga, por onde iam com os cavalos beber água. Terá sido um homem que, ao ir tomar banho ao rio no Poço de Peiges, descobriu essa entrada e decidiu entrar. A certa altura, já conseguia ouvir os galos cantar em Cedrim. De facto, era convicção de muita gente que os Mouros habitaram o Castêlo e tinham passagens subterrâneas até à beira rio, no local indicado por uma fonte chamada Fonte das Mouras.
Lenda da Pedra da Roca
É outra lenda relacionada com o Monte do Castêlo. De acordo com o que a mesma reza, uma moura levava uma pedra à cabeça desde o Castêlo até ao monte de Ribeiradio para a fiar numa roca. Acontece que esta pedra pesa mais de 30 toneladas e, ainda hoje, pode ser encontrada na margem direita do caminho que dá acesso a Ribeiradio.
Outra história associada ao Cabeço das Mouras reza que aí existe um grande tesouro encantado e que várias pessoas, há cerca de 50 anos, foram lá ler o livro de São Cipriano, mas nada conseguiram por deficiências mágicas. Diz-se que, há mais de cem anos, foi também ao dito local um grupo de indivíduos que, quando leu o dito livro, viu a terra abrir-se, com uma forte trovoada, de onde alguém atirava objectos para fora. Dizem também os antigos que a zona de Santo Adrião era muito frequentada por gente do Porto que vinha procurar tesouros e, ao que parece, levaram alguns. Dizem igualmente que na área do Vieiro, no sítio da Fonte do Mourinho, onde ainda hoje existe uma nascente de água, se encontrava uma caldeira de libras e que as cabras tinham já rompido o arco da caldeira.
Fonte: cedrim.pt |
|